20 a 22 de maio de 2026
Intermediartes - Conferência Internacional em Media, Artes e Interação, tem como missão promover a interseção entre as artes e as tecnologias através de um conjunto de atividades interdisciplinares. Esta Conferência Ciclo pretende ser uma interface e um espaço de diálogo e discussão, onde as diferentes sobreposições de media, artes e interação despertem novas abordagens criativas nos diversos domínios, aproximando academia, artistas e comunidade envolvente. O foco do Intermediartes é impulsionar novas aprendizagens complementando a formação de todos os envolvidos, mas também incentivar à divulgação artística e científica.
Descarregar programa em PDF Descarregar o programa das Sessões do Intermediartes em PDFNesta 8ª Edição, o Intermediartes realizar-se-á entre os dias 20 a 22 de maio, e tem como tema [x]Human.
Tem-se dito que entrámos numa era de avanços sem precedentes de desenvolvimento, naquela da inteligência artificial, da rede-das-coisas, física, digital, quântica, também dos corpos, dos cérebros, das identidades, dos pensamentos, das ações, e da filosofia pós-humana e pós-digital, onde postulados sobre, e.g., o Human+, a Singularidade, o Ciborgue, são já coisas do passado, onde o que significa ser human tem evoluído para novas interpretações e propostas de interpretação. Embora exista algum consenso sobre o que foi e é ser human, a verdade é que, se formos realmente objetivos, ainda não sabemos, pelo que só podemos especular sobre o que será. Parece, contudo, que ser human é ser privilegiado e do outro mundo, digamos, já que gerou-gera-gerará zeuses, pandoras, frankensteines, equidnas, マインダー , minotauros, fénixes, dragos, prometeuses, osírises, 上帝, damrus, também hals, nexuses-6, talvez já -1096, stelarcs, manns, harbissons, corpóreos concretos, idealizados metafísicos, cérebros goertzelianos, primos vita-moreanos, singularidades kurzweilianas, o(s) atlas, cl1, crispr-, crio-, transístores, transcritores, lucy no céu com diamantes, a dolly e também carneiros elétricos, que celebra o animado e o inanimado, o conhecido e o desconhecido, que declara que, finalmente, desenvolveu uma inteligência, que diz ser artificial, já melhor-do-que-ele-mesmo e brevemente melhor-do-que-todos-ao-mesmo-tempo. Há cerca de 1,5 milhões de anos, no atual consenso, “a relação entre biologia e tecnologia tornou-se claramente bidirecional: as nossas capacidades biológicas impulsionaram o progresso tecnológico, enquanto a tecnologia, por sua vez, moldou aspetos essenciais da nossa própria evolução” (Medrano, 2025). Até colocamos a hipótese, desconfiamos pois, que o human terá uma costela da máquina, ancestral. Ainda assim: "No es que la carne supere al metal, sino que la evolución funciona de una manera muy distinta a la ingeniería" (Sampedro, 2025) Intermediartes 2026, desafia a repensar o ser human, de forma acronológica, que pode colocar hipóteses sobre o que será, mas também sobre o que foi, e é. Neste contexto, x remete para incógnita, estendida, não confinada, variável [independente], físico, meta-físico, inorgânico, biológico, natural, sintético, analógico, digital, talvez não "ou", mas sim "e", com todos os dígitos, multiplicáveis e não, i.e., 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 0… Porque não, pois, imaginar [x]Human como [futuras] blastemas sistémicas, mas não somente de bio partículas primordiais, mas também partículas de outras, também primordiais, e.g., titânio, fotões, de cujo potencial de [re]generação possam surgir seres [talvez outra vez] wolverines, ícaros-finalmente, ou x-beings. E formas outras e condições outras, reconhecíveis ou não, naturais, sociais, sintéticas; e estados outros, e.g., líquido, gasoso, quarto, fotónico; porque não x-rays ou combustão? Mas sempre ético, íntegro
Intermediartes convida assim académicos, investigadores, artistas e profissionais a submeterem artigos de investigação teórica, prática ou experimental sob forma de artigos e/ou artworks que devem explorar, mas não se limitam, aos seguintes tópicos:
Chairs
Bruno Pereira (ESMAE); Horácio Marques (ESMAD); Luís Leite (ESMAD); Rui Rodrigues (ESMAD)
Equipa
Hugo Mesquita (ESMAD); Pedro Santos (ESMAE);
André Baltazar - CITAR / UCP, Ana Carvalho - Universidade da Maia, Carlos Caires - University of Saint Joseph, Dimitris Andrikopoulos - CESEM/ESMAE/P.PORTO, Filipe Lopes - CIPEM/INET-md/ESS/P.PORTO, Francisca Rocha Gonçalves - INESC-TEC, Gilberto Bernardes - INESC-TEC/FEUP, José Raimundo - ID+/Universidade Lusófona, Marco Conceição - CESEM/ESMAE/P.PORTO, Maria Manuela Lopes - ESE/P.PORTO, Miguel Carvalhais - i2ADS/FBAUP, Pedro Amado - i2ADS/FBAUP, Pedro Cardoso - i2ADS/FBAUP, Ricardo Melo - Fraunhover Portugal (AICOS), Rodrigo Carvalho - ID+/FBAUP, Rui Penha - CESEM/ESMAE/P.PORTO, Rui Torres - ICNOVA/Universidade Fernando Pessoa, Tehri Martilla - ITI/LARSyS
Bruno Pereira, Horácio Marques, Laura Garrido, Luís Leite
ESMAD (Auditório Luís Soares, Blackbox); ESMAE (Teresa Macedo); Centro de Memória; Casa Antero de Quental
Workshop | Apresentação de livro
Protótipos de encontro é um projecto que pretende, a partir das práticas artísticas, repensar modos de organização e de participação numa sociedade plural. Criando espaços de experimentação prática, residências e laboratórios performativos, o projecto tem como objectivo testar materialmente formas de cooperação dentro e fora da produção artística. Apesar de mais associada ao design ou ao mundo digital, a palavra protótipo é aqui entendida como uma possível forma de experimentação, convocada enquanto ferramenta metodológica, estabelecendo uma base de diálogo com colectivos de artistas, artistas individuais e investigadores convidados. Dando espaço a encontros programados e espontâneos, à imprevisibilidade e à possibilidade da falha, o fundamental será experimentar e testar em conjunto novos vocabulários, ecologias e configurações de práticas existentes ou por inventar. As relações de poder na vida quotidiana, a distribuição e desempenho de papéis na experiência colectiva, são alguns pontos de partida para problematizar configurações e modos de interação no espaço social.
Laboratório teórico-prático, proposto pelo projecto Protótipos de Encontro em parceria com o Intermediartes 2026, que convida estudantes da ESMAD, da ESMAE e a comunidade local a experimentar o universo de BERTIE, um videojogo de realidade virtual para teatro.
Organizado por Rita Barbosa / Circular Festival
Rita Barbosa (1979, Porto) é realizadora e artista visual, licenciada em Artes Digitais, no curso de Som e Imagem da UCP (2002). A sua prática artística desenvolve-se principalmente na imagem filmada, tendo também colaborado na criação, escrita e concepção visual de projectos nas áreas do teatro e da performance. No seu trabalho, procura, através do cruzamento disciplinar, desconstruir processos operativos, pensando a arte como um jogo estético. Entre os seus trabalhos destacam-se: a curta-metragem A Hora da Estrela (ainda por estrear), que integrou o Focus WiP 2024 do Short Film Corner do Festival de Cannes; o videojogo em VR para teatro Bertie (2024), estreado no Teatro Municipal Rivoli (Porto), TCA (Aveiro) e gnration (Braga); a curta-metragem 2.ª Pessoa (2022), distinguida com o Prémio do Público no Vienna Shorts, a Menção Especial no Glasgow Short Film Festival, o prémio de Melhor Documentário no Silhouette, Melhor Curta-Metragem nos Caminhos do Cinema Português e no Porto Femme, Melhor Ficção no Arquitecturas Film Festival, e apresentada em diversos festivais internacionais, como Kurzfilmtage Winterthur, Uppsala, Encounters, KFFK/Kurz Köln, Minimalen, Rencontres Internationales Paris/Berlin, Sundsvall, entre muitos outros; o telefilme Jogos de Enganos (2022), da Ukbar Filmes para a série da RTP Contado por Mulheres; o filme-performance Amigos Imaginários (2019), apresentado no Noorderzon Performing Arts Festival, PT.21, Teatro Municipal Rivoli e CCB, entre outros; e a curta-metragem À Noite Fazem-se Amigos (2016), estreada no Festival de Cinema de Locarno. Realizou vídeos experimentais exibidos na Fundação Cartier, Impakt e Courtisane. No teatro e na performance, colaborou com Tiago Rodrigues em 3 Dedos Abaixo do Joelho (2012), e com várias companhias de teatro e criadores, entre os quais a companhia Mala Voadora, Máquina Agradável, Maria Jorge, Lígia Soares, Miguel Castro Caldas, Sílvia Pinto Coelho, Andresa Soares, Sónia Baptista e Tiago Guedes. Trabalha na área da publicidade desde 2006, tendo realizado dezenas de campanhas televisivas. Começou a trabalhar nesta área em co-realização com Tiago Guedes e possui vasta experiência técnica e criativa em rodagem, direção e coordenação de equipas.
infoMay 20 - 14h00 : 18h00 - Blackbox
Estão abertas as inscrições para o Workshop Intermediartes
Formulário de inscrição
Olhares sobre a Animação Portuguesa é uma iniciativa do CINANIMA – Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho, concebida em 2021 por Pedro Serrazina, então diretor artístico do festival, professor universitário e realizador de cinema de animação multipremiado. Desde então, o CINANIMA tem desenvolvido anualmente novas edições do simpósio, com o objetivo de produzir igualmente publicações científicas resultantes da iniciativa. Na sequência das duas primeiras edições — a primeira dedicada a David Doutel e Vasco Sá, com curadoria de Pedro Serrazina, e a segunda dedicada a Alexandra Ramires e Laura Gonçalves, com curadoria de Cátia Peres — são agora publicadas as obras referentes aos simpósios de 2023 e 2024. A 3.ª edição (2023), realizada no âmbito do 47.º Festival CINANIMA, teve curadoria de Cátia Peres e centrou-se nas longas-metragens Nayola, de José Miguel Ribeiro, e Os Demónios do Meu Avô, de Nuno Beato, com contributos de Cátia Peres, Cynthia Levitan, Sandra Ramos, João Apolinário, Inês Rebanda Coelho e Risa Cohen. A 4.ª edição (2024), integrada no 48.º Festival CINANIMA e com curadoria de Sahra Kunz, dedica-se à obra de Regina Pessoa, com análises de Laura Castro, Patrícia Oliveira-Silva e Pedro Serrazina. Com o apoio do ICA – Instituto do Cinema e Audiovisual, estas duas publicações científicas bilingues destinam-se a comunidades académicas nacionais e internacionais, estando disponíveis em edição física limitada e em acesso digital universal através do site do CINANIMA. Face à tiragem reduzida, o CINANIMA privilegia a disseminação digital destas publicações, reforçando o acesso aberto ao conhecimento, facultando o download gratuito das obras. A apresentação das publicações irá ocorrer, a partir de Maio de 2026, em festivais, conferências, instituições do ensino superior e outras entidades do foro cultural e educativo, dirigindo-se ao público em geral, contando com a presença dos curadores e editores, bem como dos autores e investigadores. Nesta apresentação, além da presença da coordenadora editorial, Cristina Novo (CINANIMA), podemos contar, também, com as intervenções das investigadoras Inês Rebanda Coelho (3ª edição) e Laura Castro (4ª edição).
Com uma licenciatura pré-Bolonha em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1999) e formação contínua em áreas como marketing digital, conceção de projetos culturais, comunicação digital e cultural, produção e marketing discográfico, estatística, cultura de parceria institucional, desenvolvimento social e planeamento estratégico territorial, diversidade e inclusão, bem como um Certificado de Aptidão Profissional para Formadores, Cristina desenvolve projetos sociais e culturais para diversas organizações em Portugal há mais de 20 anos. Foi produtora do documentário de imagem real Imago, do realizador Rui Pedro Lamy, com direção de fotografia de António Morais, e trabalhou como produtora em projetos de arte digital interactiva (Mecha Studio). Em 2018 integrou o CINANIMA – Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho, onde assumiu inicialmente a coordenação do departamento de Comunicação e Parcerias. Atualmente, promove parcerias do festival com instituições culturais e educativas, coordena projetos educativos, supervisiona estágios e atua como produtora executiva de iniciativas de pensamento crítico, incluindo masterclasses, encontros, debates, simpósios, pitching e workshops. O seu principal papel é o de gestora de projetos na área da educação do CINANIMA.
Inês Rebanda Coelho é licenciada em Som e Imagem, mestre em Cinema e Audiovisual (ambos pela EA-UCP) e doutorada em Ciências da Comunicação em Estudos Fílmicos e Televisivos (UMinho). É jurada efetiva do ICA e trabalha com cinema, televisão e produção audiovisual há mais de 15 anos, sendo especializada em Consultoria de Produção e Produção Executiva. É docente, investigadora do CECC-UCP, codiretora da revista indexada “Cinema & Território” e, coordenadora e cofundadora do GT Economia e Gestão na Imagem em Movimento da AIM. É autora publicada de literatura fantástica e Sci-fi.
infoMay 21 - 12h00 no Auditório Luis Soares
Intermediartes
22 maio 10am Teresa Macedo (ESMAE)
Reconhecido pela originalidade e diversidade da sua obra, Miguel Azguime é compositor, performer e poeta, com um catálogo que reúne mais de 150 peças e uma prática artística que expande continuamente os limites entre música, texto, voz, cena e tecnologia. Cofundador, com Paula Azguime, do Miso Ensemble — formação de referência na música contemporânea portuguesa — desenvolveu o conceito pioneiro de New Op-Era, no qual som, palavra, imagem, corpo e dramaturgia se articulam numa linguagem intermedia profundamente singular. As suas criações têm sido apresentadas em importantes festivais e instituições internacionais, afirmando um percurso marcado pela investigação poética, pela experimentação formal e pela integração de meios tecnológicos em tempo real. Em 2006 foi compositor residente do DAAD, em Berlim, onde desenvolveu Itinerário do Sal, obra distinguida pela UNESCO em 2008. É igualmente uma figura central na promoção da nova música em Portugal, através da Miso Music Portugal, do Festival Música Viva, da Miso Records, do Centro de Investigação & Informação da Música Portuguesa, do Sond’Ar-te Electric Ensemble e do Miso String Quartet.
www.azguime.net / www.mic.pt / www.misomusic.me21 maio 10am Auditorium Luís Soares (ESMAD)
Patrícia J. Reis é uma artista media e investigadora portuguesa, sediada em Viena, cuja prática explora as relações humanas e mais-do-que-humanas com a tecnologia através da interação sensorial e de interfaces corporais. As suas instalações investigam o toque, o consentimento e o cuidado, convidando frequentemente a uma participação íntima e ativa do público. Com o objetivo de subverter a visualidade como modo dominante de experiência na era da IA, trabalha com computação centrada no corpo e arte háptica para expandir a perceção sensorial. A sua abordagem feminista inspira-se no feminismo hacker, defendendo práticas coletivas e formas mais inclusivas e decoloniais de produção tecnológica, ao mesmo tempo que aborda a representação feminina na imagem digital e a falta de visibilidade das mulheres nos campos tecnológico e artístico. Desde 2012, é membro da direção do Mz* Baltazar’s Lab, o hackerspace feminista em Viena, que organiza workshops e exposições a nível internacional. Desde 2015, leciona no Departamento de Artes Digitais da Universidade de Artes Aplicadas de Viena, onde atualmente desenvolve a sua agregação e lidera o projeto FWF Elise Richter PEEK “Endosensorial Interaction: Hacking the Body as the Black Box”. Reis apresentou o seu trabalho em numerosas exposições internacionais e foi distinguida com o prémio “Nomination Prize” S+T+ARTS Ars Electronica (2024) e com o Outstanding Artist Award em Media Art (Austria, 2021).
www.patriciajreis.com / Instagram / hackingthebody.orgLaboratório Criativo
O Hackathon InterMediArtes (HIMA) é um laboratório de criação multidisciplinar que relaciona as artes com as tecnologias emergentes. Este espaço de criação intensivo e experimental é formado por estudantes dos mestrados em Arte e Tecnologia do Som da ESMAE e em Media Digitais Interativos da ESMAD, bem como estudantes de outros cursos que procuram cruzamentos disciplinares e explorar os media artes e a interação. Todos os anos abrimos uma chamada para estudantes de outros cursos, para estimular estes cruzamentos disciplinares. Este é um formulário de inscrição para aqueles estudantes que pretendam participar nesta iniciativa que se realiza na Casa Antero de Quental, na ESMAE e na Blackbox da ESMAD. Os projetos desenvolvidos na HIMA são apresentados ao público no último dia do Intermediartes.
Hugo Mesquita (ESMAD); Pedro Santos (ESMAE); Bruno Pereira (ESMAE); Horácio Marques (ESMAD); Luís Leite (ESMAD); Rui Rodrigues (ESMAD)
ESMAD; ESMAE; Casa Antero de Quental
Artigos
Sob o Tema, [x]Human, o Intermediartes 2026 recebe propostas de artigos, os quais terão revisão em blind review por uma comissão científica. Os artigos terão depois oportunidade de publicação nas Atas da Conferência (em formato digital).
A plataforma CMT da Microsoft CMT foi utilizada para gerir o processo de revisão para esta conferência. Este serviço foi disponibilizado gratuitamente pela Microsoft suportando todas as despesas, incluindo os custos dos serviços da nuvem Azure bem como todo o suporte de desenvolvimento de software.
Qualquer assunto ou dúvida deve enviar e-mail para: intermediartes@esmad.ipp.pt
ArtWorks
o Intermediartes 2026 recebe propostas de obras artísticas intermedia, as quais serão consideradas por uma comissão de curadoria artística (CCA) que fará a curadoria desta secção do Intermediartes 2026. As obras submetidas serão analisadas e poderão ser selecionadas para uma, ou mais, das seguintes vertentes:
Notas:
Artigos, Artworks
Artigos
Submissão dos artigos -> 7 abril
Comunicação dos resultados -> 26 abril
Camera Ready Version -> 10 maio
Artworks
Submissão dos artigos -> 7 abril
Comunicação dos resultados -> 4 maio
Camera Ready Version -> 10 maio